Véu do Entardecer
Ao abrir a sombrélia durante uma cena de risco, o portador é envolvido por um campo de distorção sutil, tornando-se difícil de localizar, atingir ou rastrear. Seus movimentos passam a deixar rastros atrasados, como ecos visuais, e sua presença torna-se confusa — os sons não coincidem com sua posição, seus passos surgem antes dos pés tocarem o chão, e sua silhueta flutua levemente. Inimigos perdem a precisão ao tentar atingir diretamente o portador, e magias de rastreamento ou detecção falham ou apontam múltiplas presenças. O efeito dura enquanto a sombrélia estiver aberta, mas exige concentração plena para manter a ilusão estável.
Passagem Crepuscular
Permite ao portador atravessar limiares selados ou caminhos ocultos ao girar a sombrélia três vezes sob a luz morna do fim do dia ou sob escuridão total. Um portal cinzento se forma por onde a sombrélia aponta, revelando um trajeto escondido entre o mundo físico e o espiritual — um “atalho crepuscular”. Esse trajeto só pode ser acessado pelo portador e aqueles que tocam a sombrélia. Ao atravessá-lo, o grupo se move por um espaço silencioso, onírico e levemente desfocado, onde o tempo flui de forma irregular. O destino precisa estar conectado simbolicamente à sombra, ao silêncio ou ao fim de algo. O uso excessivo da passagem atrai entidades que habitam o entardecer eterno, exigindo cautela.
Chuva Invertida
O portador pode abrir a sombrélia contra o céu e invocar uma “chuva invertida” — um fenômeno ilusório que faz o mundo ao redor parecer regredir ou afundar em nostalgia e dúvida. Os inimigos próximos são afetados por imagens desconcertantes: lembranças de erros passados, rostos familiares em lugares incorretos, ecos de decisões não tomadas. Durante esse estado, adversários hesitam, têm dificuldade em manter foco, sofrem penalidades para ações ofensivas e ficam vulneráveis a manipulações mentais. Aliados próximos, por outro lado, podem receber visões de conforto ou orientação. A Chuva Invertida só pode ser usada sob céu aberto ou dentro de espaços ligados ao ciclo do dia — janelas, varandas, jardins, templos ou ruínas. Ela exige um fragmento emocional como gatilho: saudade, perda ou aceitação de algo que já se foi.